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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Fundo é melhor opção para quem não tem tempo de acompanhar o mercado


Tenho um imóvel comercial alugado que vale em torno de R$ 350 mil. Recebo de aluguel R$ 2,8 mil por mês. O sr. avalia que eu deveria aproveitar o aquecimento do mercado imobiliário para vendê-lo? Deveria aplicar o dinheiro em títulos do Tesouro Nacional corrigidos pelo IPCA?
 
A manutenção de imóvel tendo como objetivo único a expectativa de ganhar dinheiro com ele, ou seja, obter retorno com alugueis e ganhos de capital, contando com sua valorização, deve levar em conta outros fatores. Primeiro, devem ser computados os gastos de manutenção que correm por conta do proprietário; segundo, sua depreciação; terceiro, gastos com reforma quando da saída do inquilino; e, por fim, perdas advindas de períodos sem locação, perdas por não pagamento de alugueis e perdas de valor por causa de certas características, como apartamentos com uma única garagem. 

Em algumas situações, o ganho advindo da valorização é tão grande que compensa as perdas, mas nem sempre isso ocorre. Deve ser lembrado, também, que imóveis têm baixo risco de crédito e de mercado, mas alto risco de liquidez, ou seja, é difícil vender quando necessário e a preço justo. No caso da pergunta, o ganho bruto de aluguel corresponde a uma taxa de 0,8% ao mês. Subtraindo Imposto de Renda, resulta em algo como 0,6% ao mês, dentro da média obtida em aluguéis semelhantes. Os imóveis atualmente estão bastante valorizados, mas ainda há espaço para evolução de preços. 

Obviamente, devemos verificar com cuidado a localização, o tipo do imóvel e suas condições gerais. Mas, dada a indicação feita na pergunta, a alternativa de venda do imóvel e aplicação no mercado parece interessante. Quanto a investimentos em títulos do Tesouro Nacional ou fundos, depende do objetivo traçado pelo investidor. Há fundos com os mais diversos graus de risco, que oferecem retornos esperados para os mais diferentes investidores. Pelo lado do Tesouro Direto, entre outros, são oferecidas as NTN-Bs (notas do Tesouro Nacional cédula B), títulos de renda fixam sem risco por serem de emissão do Tesouro Nacional, que remuneram o investidor com taxas, hoje, entre 6,35% e 6,78% ao ano, algumas pagando cupom (juros) semestral, outras não, e com prazos de vencimento que vão de 2012 a 2045.

Para quem quer iniciar aplicação em bolsa de valores, qual o melhor caminho? Fundos de ações ou o próprio investidor montar uma carteira? Há como adquirir ações sem pagar taxa de custódia mensal?


Fonte:  O Estado de São Paulo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Imóveis: prefeitura de SP quer aumentar adesão a programa que isenta do IPTU


SÃO PAULO – A Prefeitura de São Paulo pretende estimular os proprietários de imóveis da área central da cidade a aderirem ao Programa Lei das Fachadas Históricas, que garante a isenção por dez anos da cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a quem decide pelo restauro de imóveis tombados.

A iniciativa faz parte de um plano de ação da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab).       Segundo um levantamento realizado pela secretaria, só 17 imóveis se utilizaram desse incentivo, desde que a lei entrou em vigor, há 13 anos. Contudo, a partir de agora, a Sehab pretende estender o foco na região central da cidade, onde encontram-se 1.500 imóveis tombados.

"A verdade é que a Lei 12.350 se encontrava em total desuso. Começamos então, em 2009, a mapear as propriedades, considerando sua utilização, seu estado de conservação, tamanho e outras variáveis. Consultamos também empresas especializadas em recuperação de fachadas, para definir o investimento necessário para cada proprietário", explica o coordenador do programa, Ulisses Carraro.
Incentivos

A meta da secretaria é comunicar por carta, já nos próximos meses, todos os proprietários sobre a situação de seus imóveis. O objetivo será incentivá-los a realizar a restauração.

Na avaliação da Sehab, além da isenção do IPTU, o dono terá a propriedade valorizada pelo acabamento. A secretaria ficará responsável pelo auxílio com as informações sobre todo o processo burocrático da ação.

De acordo com Carraro, os patrocínios vindos da iniciativa privada ajudariam a bancar todo o restauro. E, segundo ele, já existem processos bem avançados como, por exemplo, o que envolve o edifício Copan.

"Seria fantástica a recuperação desse marco arquitetônico da Cidade, com pouco ou nenhum ônus aos proprietários dos apartamentos. Para as empresas, participar de um projeto dessa envergadura traria um retorno em mídia enorme. Nosso objetivo é que 20 imóveis sejam restaurados no espaço de um ano", diz.

Ainda no que se refere ao Programa Lei das Fachadas Históricas, o proprietário é obrigado a realizar limpezas das fachadas a cada cinco anos (Lei 10.598/88).


Fonte:  InfoMoney

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Presidente da CAIXA reforça parceria com corretores de imóveis durante Feirão


"Quero registrar e um agradecimento especial à confiança das construtoras, dos agentes imobiliários, e, especialmente, dos corretores de imóveis, que foram os primeiros a confiarem nesse processo. Foram os primeiros também a estarem conosco acreditando no potencial do Feirão." Essas foram as palavras da presidente da CAIXA, Maria Fernanda Ramos Coelho, durante seu pronunciamento na abertura do 6º Feirão da Casa Própria de São Paulo, no último dia 13.

Maria Fernanda fez um discurso que enfatizou a importância dos parceiros da instituição para o sucesso deste evento consagrado pelo público. "O grande diferencial da CAIXA não é o resultado do seu lucro mas a sustentabilidade, o compromisso com a sua missão, com atuar na promoção da cidadania e ser uma parceira estratégica da habitação. A política habitacional é uma âncora desse relacionamento."

Além da presidente do banco, do vice-presidente de Governo, Jorge Hereda; do superintendente nacional para o Estado de São Paulo, Maurício Antonio Quarezemin e do superintendente regional, Valter Gonçalves Nunes, fizeram parte da cerimônia o Ministro das Cidades, Márcio Fortes; o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; o secretário de Habitação do Estado, Lair Krähenbühl; o secretário adjunto Municipal de Habitação e presidente da COHAB-SP, Ricardo Pereira Leite; o presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto; o presidente do Secovi, João Crestana; a presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo, Patricia André de Camargo Ferraz, e o presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe.

Segundo o presidente do CRECISP, a sexta edição do Feirão já o reputa como o maior evento imobiliário do Brasil. "As perspectivas são muito boas, até porque pesquisas do CRECISP mostram que, no mês de fevereiro, 75% das transações ainda foram realizadas à vista, indicando que há um espaço muito grande para crescermos. E por outro lado, atestam que, dos 25% de negócios realizados através do financiamento, 85% foram feitos através da CAIXA."

Jorge Hereda e Lair Krähenbühl também deram destaque para a união de forças dos diversos segmentos da sociedade, no sentido de minimizar o déficit habitacional do País. "É a primeira vez na história que o governo assume que sem subsídio é impossível se atingir as famílias que mais precisam de habitação nesse país", disse Hereda. E o secretário da Habitação ressaltou que "os desafios vão ser repartidos".

Kassab afirmou que o momento é de comemoração pelas milhares de famílias que têm sido atendidas com essa iniciativa conjunta. "Nada vai para frente se não tivermos uma parceria muito sólida, da sociedade civil, dos empreendedores, do poder público nas suas diversas instâncias. E hoje temos uma parceria em favor do Brasil e da habitação."

Já o ministro das Cidades, Márcio Fortes, foi categórico ao mencionar o sucesso da política habitacional do País. "A palavra sonho não existe mais no dicionário da casa própria. Agora, o sonho virou realidade."


Fonte: Site Creci-SP/Joice Holzel

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A maioria das pessoas que resolvem fazer investimentos em imóveis para auferir renda, têm em mente obter um retorno de “X” por cento sobre o capital aplicado. E a substituição do “X” por um número varia conforme o país, o estado, a cidade, e, ainda, a época.

Nos países do chamado Primeiro Mundo, onde os investimentos financeiros em renda fixa dão retornos que para nós beirariam o ridículo (1% a 2% ao ano – porém com inflação próxima de zero), conseguir um rendimento locatício de 0,20% é motivo de festa.

Já no Brasil, nos tempos de inflação galopante, superior a dois dígitos mensais, não se cogitava nada menos do que 1% ao mês, mais atualização monetária. Uma taxa relativamente modesta quando comparada aos 3% reais que boa parte das instituições financeiras pagavam aos que nelas investiam seus recursos.

Mesmo com a estabilidade monetária, advinda do Plano Real, as autoridades monetárias não lograram reduzir a conhecida taxa Selic a patamares decentes, diante do contínuo temor do país sofrer um ataque especulativo internacional. Isso fez com que os aluguéis continuassem oscilando na casa do um por cento.

Apenas nos últimos tempos, quando a inflação foi praticamente dominada e mantida em percentuais toleráveis, forçando a redução da taxa oficial de juros, houve uma mudança no comportamento dos investidores imobiliários.

Assim é que, nos dias de hoje, tornou-se palatável uma remuneração média de 0,50% a.m. ou 6% anuais sobre o capital investido em imóvel, a título de aluguel, visto tratar-se de remuneração efetiva, já que a ela é acrescida a correção monetária. Como todos sabem, meio por cento é o rendimento pago pelas cadernetas de poupança, garantidas pelo Governo Federal, ao qual se soma a inflação medida pela variação da Taxa Referencial (TR).

Contudo, existe uma diferença descomunal entre aquele que aplica em imóvel e o que opta pela poupança. O investidor imobiliário conta com a certeza de que seu capital continuará se valorizando – afora o aluguel percebido -, enquanto que o investidor financeiro pode ter a inabalável convicção de que seu capital será corroído ao longo dos tempos pelos resíduos inflacionários não apurados pelos indexadores do mercado.

Evidentemente que alguém poderia contra-argumentar que não foram dados como exemplos outros tipos de aplicações financeiras, como as bolsas de valores e de mercadorias, as grandes somas de dinheiro que recebem uma especial atenção dos bancos etc., onde as remunerações dos capitais podem ser mais generosas. Só que, nesses casos, como é sabido e comprovado por precedentes históricos, há risco de perda do capital ou de parte dele, condição praticamente inexistente no ramo das locações.

Dito isso, é possível afirmar-se com segurança que aluguéis que correspondam a 0,50% do valor de compra podem e devem ser encarados como remuneração condizente. Abaixo desse porcentual, aconselha-se o investidor a rever sua posição, Acima dele, é certo que o locador fez um excelente negócio ao adquirir o imóvel.

Fonte: Fórum Imobiliário/Carlos A. Machado

A seguir, três especialistas de diferentes setores ensinam os principais cuidados que todo comprador deve tomar antes, durante e depois do processo de compra de um imóvel na planta:


1 - Defina seus critérios: Antes de começar a peregrinação pelos estandes das incorporadoras, lembre-se que a compra de um imóvel na planta é uma transação de longo prazo. É um tipo de negócio que sempre requer muita análise prévia sobre suas necessidades e realidade financeira nos próximos anos. "A pessoa deve se perguntar qual é o tamanho da prestação que cabe no bolso e qual é a necessidade da família. Quando isso estiver claro, você está pronto para procurar o imóvel adequado para seu perfil", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP, o sindicato da habitação. De acordo com ele, esse simples "cálculo" é suficiente para manter o comprador longe de fechar contratos por impulso.


2 - Bisbilhote o passado da construtora: "Para escapar de problemas, firme contratos com incorporadoras que tenham uma boa reputação no mercado", diz Octávio Galvão Neto, coordenador da Câmara de Avaliação do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de São Paulo (IBAPE/SP). Não é possível chegar a conclusões concretas sobre a idoneidade da empresa com apenas algumas conversas com o corretor imobiliário no estande de vendas. Segundo especialistas, a primeira estratégia pra se prevenir de eventuais dores de cabeça com empreendimentos imobiliários é analisar o histórico da construtora. E isso demanda muita sola de sapato. É comum, por exemplo, que alguns prédios apresentem vícios na construção, como fissuras, infiltrações e outras deficiências resultantes de um mau planejamento arquitetônico - ou mesmo do uso de materiais de construção de baixa qualidade. Prever esse tipo de problema, contudo, é praticamente impossível. Por isso, aconselha Galvão, uma visita a outros lançamentos da construtora é indispensável. "Os problemas tendem a se repetir", diz. Assim, a dica é investigar com os moradores sobre possíveis atrasos na obra, problemas de infraestrutura e descumprimento de promessas. Verifique também se a empresa tem pendências na Justiça ou reclamações na Fundação Procon. Para conferir se a administradora pisou na bola com outros clientes, consulte a lista de reclamações no site do Procon.


3 - Atenção aos documentos: Para não cair em golpes, peça sempre uma cópia do memorial de incorporação da obra. Se o corretor disser que a construção ainda não possui, então nem continue a conversa. "É crime levantar um empreendimento sem estes documentos", diz Crestana, do Secovi. A lei 4591, de 1964, determina que, antes de iniciar qualquer negociação imobiliária, as incorporadoras devem registrar no cartório de imóveis um conjunto de quinze documentos. Entre eles estão a prova da propriedade do terreno, o projeto de construção aprovado pela prefeitura, o cálculo exato da área do imóvel e a descrição do acabamento e material utilizado na construção. "No memorial, tudo é descrito de maneira bem minuciosa. É preciso prestar muita atenção nesses itens", afirma Patrcia Ferraz, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP). Isso porque é muito fácil se encantar com a decoração dos apartamentos em exposição ou com as promessas dos corretores. No entanto, apenas o memorial de incorporação oferece uma dimensão concreta do imóvel que está sendo comprado.


4 - Visite a obra pessoalmente: Não visitar o local de construção da obra é um dos piores erros de quem está negociando um imóvel na planta. É comum que os estandes de vendas das construtoras fiquem em locais mais movimentados, como shopping centers. Muita gente opta pelo mais cômodo e confia apenas na descrição do imóvel feita pelos corretores. O conforto, no entanto, pode virar um pesadelo quando as chaves forem entregues. "Recentemente, vistoriei um empreendimento localizado em uma rua com problema de drenagem. Chovia e a água subia quase um metro", conta Galvão Neto. Ou seja, se os futuros condôminos deste novo prédio não tiverem a precaução de conversar com os moradores da região, poderão ter uma surpresa todas as vezes que nuvens negras se formarem no céu. Bancar o detetive para apurar questões como a infraestrutura urbana, os serviços de água e esgoto e até a presença de feiras ou festas na rua é essencial. Um bom passeio pela vizinhança pode garantir também um esboço sobre a média do IPTU e das taxas condominiais da região. Por outro lado, caso você feche o contrato fora do estabelecimento comercial, o Código de Defesa do Consumidor dá o direito de desistir da compra num período de sete dias. Mas sempre vale a pena checar tudo antes de assinar o contrato.


5 - Não subestime a maquete: Por mais bonita que seja, a maquete não é mero objeto de decoração do estande de vendas. É, sim, o principal instrumento para sua tomada de decisão. Por isso, examine a composição de cada item e pergunte se o que está ali corresponde à realidade do futuro empreendimento. Assim, na hora de escolher o apartamento para comprar, guie-se pelas coordenadas da maquete. "Os apartamentos da face sul tem menor insolação, nos da face norte sempre bate mais sol", afirma o presidente do Secovi-SP. Verifique também para onde dá a vista de cada imóvel - esse tipo de questionamento pode influenciar o preço do apartamento e, no futuro, sua valorização.


6 - Tudo pode ser usado no tribunal: A prevenção é sempre uma ótima aliada para quem está adquirindo um imóvel na planta. Os especialistas recomendam que o comprador guarde todos os papeis ou registros escritos que lhe forem entregues por funcionários da administradora. Vale até folhetos promocionais e e-mails trocados com os corretores. "Tente fazer as perguntas sempre por escrito para ter uma garantia", diz Galvao Neto. Todo este material pode servir como prova caso haja algum abuso por parte da empresa. Não é regra, mas por cautela, vale registrar todo este arquivo no cartório de registro de titulos e documentos.


7 - Torne oficial: Ao fechar o compromisso de compra e venda do imóvel, muitas pessoas se esquecem de registrar o documento. No entanto, pelas leis brasileiras, a propriedade só é transferida após o registro da escritura no cartório de registro de imóveis. "Não basta verificar a vida da pessoa que está vendendo. Sem o registro, você não tem os direitos sobre a propriedade", afirma Patrícia Ferraz. Ela exemplifica com um caso em que a proprietária de um imóvel decidiu registrar a escritura em cartório apenas alguns anos após a compra. "Neste período, a pessoa que vendeu o imóvel ficou com débito na previdência e o patrimônio ficou indisponibilizado", diz. Por outro lado, se você registrar o contrato, a incorporadora será obrigada a pedir sua autorização para qualquer mudança no projeto inicial, por exemplo. Para evitar gastos em dobro no cartório, muita gente não recorre a esta conduta. No entanto, no estado de São Paulo, é possível pagar 30% do valor final do registro da escritura no registro do compromisso de compra e venda do imóvel. Os outros 70% podem ser pagos na hora de registrar a escritura.


8 - Consulte o tabelião: Neste processo, outra dica é firmar o contrato sempre com a assessoria jurídica de um tabelião. Boa parte das construtoras de imóveis tem parceria com advogados que fazem este serviço. No entanto, estima-se que a economia seja de 20% a 40% quando se estabelece uma escritura pública em vez de um contrato particular. Por não ter ligação com nenhuma das partes do acordo, a assessoria do tabelião para compor o contrato será mais imparcial e, por isso, menos arriscada para os compradores. Não são raros os casos de irregularidades neste tipo de contrato - que podem passar "despercebidas", dependendo da parceria do assessor jurídico com a incorporadora. Além disso, caso a construtora se torne inadimplente e não termine a obra, compradores que recorreram à escritura pública tornam-se automaticamente proprietários de parte do terreno onde o imóvel seria construído. Fato que garante maior segurança para a transação.


9 - Fique de olho na política de juros: Um abuso comum neste tipo de transação são os chamados juros no pé. Até a entrega das chaves, o comprador tem a garantia de que não precisará pagar juros. No entanto, assim que o imóvel fica pronto, a incorporadora passa a cobrar juros sobre todo o período financiado. Uma portaria de 2001 emitida pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça considera a prática irregular. No entanto, o assunto não é consensual entre os juristas. Há histórico de ações judiciais que deram ganho de causa para as construtoras que cobraram os juros. Para evitar problemas, recomenda-se criar uma cláusula no contrato que determine a rescisão ou devolução do dinheiro em casos como esse.


10 - Seja beneficiário do seguro: Fique atento aos contratos firmados com as companhias de seguro. Este tipo de acordo serve de garantia tanto para os casos de inadimplência do comprador quanto para irregularidades da administradora. Por isso, fique atento às clausulas que determinam quem é o beneficiário do contrato. Se for a incorporadora, em caso de atraso da obra, ela terá o direito de receber a indenização e ao comprador restará o prejuízo.


E finalmente, consulte um corretor de imóveis credenciado (como eu) de sua confiança.


Fonte: Portal Exame