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terça-feira, 2 de março de 2010

Projeto em SP deve atrair 37 mil moradores até 2027

SÃO PAULO - É difícil sair de algum cruzamento do bairro da Vila Sônia, na zona sul da capital paulista, sem ganhar um folheto de novo empreendimento imobiliário. Garotas segurando placas indicando "dois dormitórios, imperdível" ou "residencial de luxo" também viraram figurinha carimbada de uma região que ganhou 2,5 mil apartamentos no ano passado. De olho na valorização do metro quadrado, que alcançou 45% nos últimos cinco anos, a Prefeitura pretende agora tirar proveito desse boom de prédios e lançar no mercado a Operação Urbana Vila Sônia - incentivo que deve multiplicar o movimento de verticalização e trazer mais 37 mil moradores para o bairro até 2027.

A criação da Operação Urbana vai ampliar o potencial construtivo da região, pois permitirá um coeficiente de aproveitamento dos terrenos muito maior do que o permitido em outras áreas. Serão exatos 1,356 milhão de metros quadrados de potencial adicional. Para poder aproveitar essas novas regras, as construtoras têm de adquirir títulos da Prefeitura, chamados de Cepacs, cujo valor será reutilizado em obras na própria Vila Sônia. O governo, que espera lançar a operação nesse primeiro semestre, calcula arrecadar R$ 300 milhões e utilizá-los na construção de um túnel, parques e moradias populares.

"Queremos disciplinar esse crescimento e controlar o adensamento", diz o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Luiz Bucalem. "Queremos incentivar a construção em dois principais polos, em volta das futuras estações do Metrô Butantã e Vila Sônia. Com isso, criaremos subcentralidades, o que vai facilitar o deslocamento dos moradores."

O grande problema da Prefeitura, no entanto, é o "atraso" da operação, uma vez que a Vila Sônia virou a bola da vez no mercado imobiliário há quase quatro anos. De acordo com as planilhas da Secretaria Municipal de Habitação, pelo menos 15 empreendimentos devem subir nos próximos anos sem que o governo ganhe um centavo - sem falar os prédios que já foram lançados e não utilizaram Cepacs. As informações são do jornal


Fonte: O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Internet ajuda a fechar 30% das compras de imóveis

A internet tem se mostrado uma aliada cada vez mais presente na hora de se comprar a casa própria. Hoje, os negócios realizados com a ajuda do meio online correspondem, em média, a 30% de tudo que é vendido pelo setor.

Há três anos, a participação da internet não chegava a 10% dos contratos assinados. Para este ano, esse volume pode ultrapassar os 35%.

A legislação brasileira não permite que a compra de um imóvel seja realizada totalmente pela internet. No entanto, quase todo o processo pode ser feito de forma virtual, desde conhecer o projeto a até o envio de documentação.

O engenheiro civil Carlos Eduardo Paiva Reyes, 25 anos, economizou tempo ao buscar um imóvel pela internet.


"Comecei com as pesquisas e utilizei o corretor online. Com esse auxílio, consegui todas as informações que precisava. Só conheci o empreendimento pessoalmente no dia em que assinei o contrato", diz ele, que comprou um apartamento no bairro de Pirituba.

Reyes conta que estava há seis meses procurando um imóvel, mas não tinha tempo de ir aos plantões de venda. "Com a internet, não só vi as fotos como obtive todas as informações, valores e forma de pagamento pelo atendimento online. Também mandei meus documentos por e-mail. E a mesma pessoa que tirou as dúvidas pelo do site foi a que me atendeu pessoalmente, o que achei muito bom", comenta.

O casal Alexandre Regi Lozei Moreira, 25 anos, e Thais Caes Molina, 21 anos, também preferiu a internet para encontrar e comprar um imóvel em Santo André. "Economizamos tempo e gasolina. Em um mês fechamos o negócio", afirma. "Mas em sites em que não há informação e atendimento online, só me decepcionei no plantão de vendas porque não era o que queria", completa.

Pensando em atingir o maior número possível de potenciais compradores, as construtoras e empresas de vendas investem cada vez mais na internet. No site da Living, braço de imóveis considerados econômicos da Cyrela, o mês de outubro de 2009 registrou a marca de 75 mil visitas, das quais 10 mil foram contatos por meio de chat com corretores. "Em um plantão não é possível atender tantas pessoas assim. Por isso queremos inovar cada vez mais nessa área e o próximo passo é permitir acesso ao conteúdo via celular", explica Gilson Hochman, diretor de vendas da Cyrela.

O site da consultoria de imóveis Lopes registra cerca de 1,2 milhão de visitas por mês e até 4% se convertem em atendimento online. "A internet corresponde 35% a 40% de nossas vendas. Conseguimos atingir desde o público de produtos econômicos até o alto padrão com o site e corretores virtuais", diz Adriana Sanches, gerente de marketing da empresa.

Para Marcelo Bigucci, diretor de marketing da construtora M. Bigucci, a internet também é um modo barato de divulgar os produtos e contatar os clientes. Ele acredita que o site atinja um volume maior de possíveis compradores do que as propagandas e material de divulgação. "Hoje, todo mundo tem acesso à internet", diz. A empresa tem 15% de suas vendas realizadas por meio virtual.

O vice-presidente de mercado imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), o Odair Senra, afirma que o trabalho virtual também melhora o relacionamento entre consumidores e corretores. "Por muito tempo, a visão que se tinha era de que os corretores eram chatos, que ficavam ligando atrás de clientes desinteressados. Mas com a internet, quem procura é o cliente e não o profissional de vendas".



Fonte: IG


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A desaceleração do I N C C ... (fonte: FGV)


2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2002
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
Janeiro
0,64
0,33
0,38
0,45
0,34
0,75
0,33
1,51
0,36
0,58
1,07
0,55
0,33
0,32
1,52
3,50
45,93
Fevereiro
0,27
0,40
0,21
0,19
0,44
1,00
1,39
0,58
0,34
0,77
0,98
0,48
0,48
0,11
2,09
39,14
Março
-0,25
0,66
0,27
0,20
0,67
1,16
1,38
0,55
0,27
0,56
0,55
0,47
0,73
0,98
3,30
55,70
Abril
-0,04
0,87
0,46
0,36
0,72
0,59
0,90
0,33
0,36
0,60
0,52
-0,50
0,23
0,25
2,30
45,60
Maio
1,39
2,02
1,15
1,32
2,09
1,83
2,84
2,53
2,11
1,35
0,86
0,98
0,86
2,16
8,77
45,60
Junho
0,70
1,92
0,92
0,90
0,76
0,70
1,05
0,57
1,16
0,73
0,41
0,39
1,11
1,54
3,12
44,74
Julho
0,26
1,46
0,31
0,47
0,11
1,12
0,99
0,29
0,52
0,30
0,46
0,34
0,51
0,75
1,09
10,26
Agosto
-0,05
1,18
0,26
0,24
0,02
0,81
1,44
1,00
0,62
0,39
0,69
0,22
1,18
0,23
0,62
0,14
Setembro
0,15
0,95
0,51
0,11
0,24
0,58
0,22
0,71
0,55
0,26
0,86
0,01
0,27
0,23
0,72
0,38
Outubro
0,06
0,77
0,51
0,21
0,19
1,19
0,65
1,13
0,93
0,33
1,01
0,01
0,15
0,26
0,86
1,32
Novembro
0,29
0,50
0,36
0,23
0,28
0,71
1,04
2,45
0,74
0,41
0,91
-0,05
0,54
0,58
0,73
2,36
Dezembro
0,10
0,17
0,59
0,36
0,37
0,51
0,16
1,70
0,34
0,64
1,04
0,05
0,23
0,59
0,86
1,32
Acumulado
0,64
3,24
11,87
6,15
5,04
6,84
11,04
14,42
12,87







sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Urbanismo: ‘Nova Perdizes’ tem problemas antigos

Pegando carona no prestígio de bairros nobres, o mercado imobiliário batizou de "Nova Perdizes" e "Nova Pacaembu" parte dos vizinhos Água Branca, Barra Funda, Pompeia e Santa Cecília. Com o fim da crise econômica, essa região da zona oeste voltou a ser alvo de lançamentos - há pelo menos 20 prédios em projeto ou construção -, mas os moradores continuam convivendo com velhos transtornos, como o trânsito caótico e alagamentos constantes.

As torres valorizam os bairros e incrementam a oferta de serviços e lazer. "Há situações bem claras em que ocorre um empréstimo da valorização de um bairro vizinho, mais nobre. Esse é o caso de Perdizes, que cresceu em função de Higienópolis e Pacaembu", explica Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio.

Ao mesmo tempo, porém, as construções levam mais pessoas e carros para o local, o que contribui para saturar os sistemas de transporte e de drenagem, já no limite da capacidade. Na "Nova Perdizes", os dois maiores lançamentos terão quase 2 mil vagas de garagem, o que aumentará o fluxo de veículos em uma das avenidas mais congestionadas da capital, a Francisco Matarazzo. Em horários de pico, chega-se a levar 40 minutos para atravessar os 2,5 quilômetros da via, que liga o Minhocão à Lapa.

O maior lançamento da área, o Condomínio Casa das Caldeiras, fica no ponto mais crítico, a esquina com o Viaduto Pompeia, que concentra o fluxo de carros e de água nos dias de chuva. Em um raio de 500 metros dali, há dois shoppings (Bourbon e West Plaza), um estádio de futebol (Parque Antártica), um clube (Sesc), um supermercado (Sonda), uma concessionária de automóveis (Toyota) e um posto de gasolina.

A Helbor, responsável pela obra, afirma que o projeto vai "transformar" a região. Segundo a incorporadora, o condomínio terá acesso por duas ruas laterais - embaixo do viaduto e na extensão da Avenida Auro Soares de Moura Andrade -, construídas em terreno cedido pela empresa à Prefeitura. Com relação às enchentes, afirma que todos os estudos e medidas foram tomadas para evitá-las. "Esse é um projeto grandioso, que transforma o local", diz Marcelo Bonanata, diretor de Vendas da Helbor. "Pessoas que não conseguem pagar por Perdizes e querem morar num lugar melhor acabam sendo atraídas."

Moradores, porém, dizem que os empreendimento são erguidos sem que haja investimento em infraestrutura, para dar conta do aumento populacional. Há, até mesmo, verba para isso, mas a Prefeitura tem tocado as obras a passos lentos. "Estamos sofrendo reflexos dessas megaconstruções e convivendo cada vez mais com problemas de congestionamento e alagamentos", afirma o presidente da Associação Amigos de Bairro da Barra Funda, Edvaldo Godoy. Ele ressalta que, além dos moradores, aqueles que precisam usar os serviços dos bairros ou passar por suas ruas também são afetados.

Outra via prejudicada é a Marquês de São Vicente, que cruza o "bairro" e faz parte de um dos mais movimentados corredores da cidade. "Ela vai deixar de ser uma opção à Marginal do Tietê", diz Godoy. "As pessoas, quando compram um apartamento, veem aquele pacote bonito, mas vão ter de enfrentar esses transtornos."


Fonte: Agência Estado


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

IGP-M vai a 0,98% na primeira medição de fevereiro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 0,98% na primeira leitura de fevereiro. Em período correspondente do mês passado, houve alta de 0,27%. Teve impacto nesta aceleração o aumento mais marcado nos preços no atacado, conforme levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgado há pouco.

Dos três componentes do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA) apresentou elevação de 1,16% nesta apuração, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,75% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou acréscimo de 0,41%. Na primeira prévia de janeiro, essas taxas equivaliam a 0,25%, 0,40% e 0,07%, respectivamente.

No IPA, os preços agropecuários caíram 0,88% na medição inicial de fevereiro, aprofundando a trajetória de queda na comparação com um mês antes, quando recuaram 0,09%. Os produtos industriais aumentaram 1,81%, seguindo elevação de 0,36%.

Ainda dentro do IPA, as Matérias-Primas Brutas verificaram baixa de 0,61%. Em sentido contrário, ficaram os Bens Finais e Bens Intermediários, com ampliação respectiva de 2,27% e 1,25%.

O avanço visto no IPC entre uma apuração e outra foi puxado pelo grupo Transportes, que passou de 0,37% para 2,18% de expansão por causa do reajuste das tarifas de ônibus urbano e do encarecimento do álcool combustível e da gasolina. Vale mencionar ainda Alimentação, que subiu 0,86% na primeira prévia de fevereiro, após aumento de 0,79% no estudo de um mês antes.

No INCC, o impulso esteve associado com o incremento no indicador relativo a Materiais, equipamentos e serviços e aquele referente à Mão de obra.

Vale notar que o IPA tem peso de 60% no IGP-M e o IPC, de 30%. O INCC responde por 10% do índice geral. O primeiro decêndio do IGP-M de fevereiro compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de janeiro. No ano, o indicador avança 1,62%. Em 12 meses, o acréscimo está em 0,05%.


Fonte: Valor Online - Por Juliana Cardoso

A seguir, três especialistas de diferentes setores ensinam os principais cuidados que todo comprador deve tomar antes, durante e depois do processo de compra de um imóvel na planta:


1 - Defina seus critérios: Antes de começar a peregrinação pelos estandes das incorporadoras, lembre-se que a compra de um imóvel na planta é uma transação de longo prazo. É um tipo de negócio que sempre requer muita análise prévia sobre suas necessidades e realidade financeira nos próximos anos. "A pessoa deve se perguntar qual é o tamanho da prestação que cabe no bolso e qual é a necessidade da família. Quando isso estiver claro, você está pronto para procurar o imóvel adequado para seu perfil", afirma João Crestana, presidente do Secovi-SP, o sindicato da habitação. De acordo com ele, esse simples "cálculo" é suficiente para manter o comprador longe de fechar contratos por impulso.


2 - Bisbilhote o passado da construtora: "Para escapar de problemas, firme contratos com incorporadoras que tenham uma boa reputação no mercado", diz Octávio Galvão Neto, coordenador da Câmara de Avaliação do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de São Paulo (IBAPE/SP). Não é possível chegar a conclusões concretas sobre a idoneidade da empresa com apenas algumas conversas com o corretor imobiliário no estande de vendas. Segundo especialistas, a primeira estratégia pra se prevenir de eventuais dores de cabeça com empreendimentos imobiliários é analisar o histórico da construtora. E isso demanda muita sola de sapato. É comum, por exemplo, que alguns prédios apresentem vícios na construção, como fissuras, infiltrações e outras deficiências resultantes de um mau planejamento arquitetônico - ou mesmo do uso de materiais de construção de baixa qualidade. Prever esse tipo de problema, contudo, é praticamente impossível. Por isso, aconselha Galvão, uma visita a outros lançamentos da construtora é indispensável. "Os problemas tendem a se repetir", diz. Assim, a dica é investigar com os moradores sobre possíveis atrasos na obra, problemas de infraestrutura e descumprimento de promessas. Verifique também se a empresa tem pendências na Justiça ou reclamações na Fundação Procon. Para conferir se a administradora pisou na bola com outros clientes, consulte a lista de reclamações no site do Procon.


3 - Atenção aos documentos: Para não cair em golpes, peça sempre uma cópia do memorial de incorporação da obra. Se o corretor disser que a construção ainda não possui, então nem continue a conversa. "É crime levantar um empreendimento sem estes documentos", diz Crestana, do Secovi. A lei 4591, de 1964, determina que, antes de iniciar qualquer negociação imobiliária, as incorporadoras devem registrar no cartório de imóveis um conjunto de quinze documentos. Entre eles estão a prova da propriedade do terreno, o projeto de construção aprovado pela prefeitura, o cálculo exato da área do imóvel e a descrição do acabamento e material utilizado na construção. "No memorial, tudo é descrito de maneira bem minuciosa. É preciso prestar muita atenção nesses itens", afirma Patrcia Ferraz, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg-SP). Isso porque é muito fácil se encantar com a decoração dos apartamentos em exposição ou com as promessas dos corretores. No entanto, apenas o memorial de incorporação oferece uma dimensão concreta do imóvel que está sendo comprado.


4 - Visite a obra pessoalmente: Não visitar o local de construção da obra é um dos piores erros de quem está negociando um imóvel na planta. É comum que os estandes de vendas das construtoras fiquem em locais mais movimentados, como shopping centers. Muita gente opta pelo mais cômodo e confia apenas na descrição do imóvel feita pelos corretores. O conforto, no entanto, pode virar um pesadelo quando as chaves forem entregues. "Recentemente, vistoriei um empreendimento localizado em uma rua com problema de drenagem. Chovia e a água subia quase um metro", conta Galvão Neto. Ou seja, se os futuros condôminos deste novo prédio não tiverem a precaução de conversar com os moradores da região, poderão ter uma surpresa todas as vezes que nuvens negras se formarem no céu. Bancar o detetive para apurar questões como a infraestrutura urbana, os serviços de água e esgoto e até a presença de feiras ou festas na rua é essencial. Um bom passeio pela vizinhança pode garantir também um esboço sobre a média do IPTU e das taxas condominiais da região. Por outro lado, caso você feche o contrato fora do estabelecimento comercial, o Código de Defesa do Consumidor dá o direito de desistir da compra num período de sete dias. Mas sempre vale a pena checar tudo antes de assinar o contrato.


5 - Não subestime a maquete: Por mais bonita que seja, a maquete não é mero objeto de decoração do estande de vendas. É, sim, o principal instrumento para sua tomada de decisão. Por isso, examine a composição de cada item e pergunte se o que está ali corresponde à realidade do futuro empreendimento. Assim, na hora de escolher o apartamento para comprar, guie-se pelas coordenadas da maquete. "Os apartamentos da face sul tem menor insolação, nos da face norte sempre bate mais sol", afirma o presidente do Secovi-SP. Verifique também para onde dá a vista de cada imóvel - esse tipo de questionamento pode influenciar o preço do apartamento e, no futuro, sua valorização.


6 - Tudo pode ser usado no tribunal: A prevenção é sempre uma ótima aliada para quem está adquirindo um imóvel na planta. Os especialistas recomendam que o comprador guarde todos os papeis ou registros escritos que lhe forem entregues por funcionários da administradora. Vale até folhetos promocionais e e-mails trocados com os corretores. "Tente fazer as perguntas sempre por escrito para ter uma garantia", diz Galvao Neto. Todo este material pode servir como prova caso haja algum abuso por parte da empresa. Não é regra, mas por cautela, vale registrar todo este arquivo no cartório de registro de titulos e documentos.


7 - Torne oficial: Ao fechar o compromisso de compra e venda do imóvel, muitas pessoas se esquecem de registrar o documento. No entanto, pelas leis brasileiras, a propriedade só é transferida após o registro da escritura no cartório de registro de imóveis. "Não basta verificar a vida da pessoa que está vendendo. Sem o registro, você não tem os direitos sobre a propriedade", afirma Patrícia Ferraz. Ela exemplifica com um caso em que a proprietária de um imóvel decidiu registrar a escritura em cartório apenas alguns anos após a compra. "Neste período, a pessoa que vendeu o imóvel ficou com débito na previdência e o patrimônio ficou indisponibilizado", diz. Por outro lado, se você registrar o contrato, a incorporadora será obrigada a pedir sua autorização para qualquer mudança no projeto inicial, por exemplo. Para evitar gastos em dobro no cartório, muita gente não recorre a esta conduta. No entanto, no estado de São Paulo, é possível pagar 30% do valor final do registro da escritura no registro do compromisso de compra e venda do imóvel. Os outros 70% podem ser pagos na hora de registrar a escritura.


8 - Consulte o tabelião: Neste processo, outra dica é firmar o contrato sempre com a assessoria jurídica de um tabelião. Boa parte das construtoras de imóveis tem parceria com advogados que fazem este serviço. No entanto, estima-se que a economia seja de 20% a 40% quando se estabelece uma escritura pública em vez de um contrato particular. Por não ter ligação com nenhuma das partes do acordo, a assessoria do tabelião para compor o contrato será mais imparcial e, por isso, menos arriscada para os compradores. Não são raros os casos de irregularidades neste tipo de contrato - que podem passar "despercebidas", dependendo da parceria do assessor jurídico com a incorporadora. Além disso, caso a construtora se torne inadimplente e não termine a obra, compradores que recorreram à escritura pública tornam-se automaticamente proprietários de parte do terreno onde o imóvel seria construído. Fato que garante maior segurança para a transação.


9 - Fique de olho na política de juros: Um abuso comum neste tipo de transação são os chamados juros no pé. Até a entrega das chaves, o comprador tem a garantia de que não precisará pagar juros. No entanto, assim que o imóvel fica pronto, a incorporadora passa a cobrar juros sobre todo o período financiado. Uma portaria de 2001 emitida pela Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça considera a prática irregular. No entanto, o assunto não é consensual entre os juristas. Há histórico de ações judiciais que deram ganho de causa para as construtoras que cobraram os juros. Para evitar problemas, recomenda-se criar uma cláusula no contrato que determine a rescisão ou devolução do dinheiro em casos como esse.


10 - Seja beneficiário do seguro: Fique atento aos contratos firmados com as companhias de seguro. Este tipo de acordo serve de garantia tanto para os casos de inadimplência do comprador quanto para irregularidades da administradora. Por isso, fique atento às clausulas que determinam quem é o beneficiário do contrato. Se for a incorporadora, em caso de atraso da obra, ela terá o direito de receber a indenização e ao comprador restará o prejuízo.


E finalmente, consulte um corretor de imóveis credenciado (como eu) de sua confiança.


Fonte: Portal Exame